Português
Erros comuns de brasileiros no inglês e como corrigir cada um
Quase todo erro que você comete em inglês tem uma explicação: o português está falando junto com você. Neste guia, você vai reconhecer os seus erros, entender por que eles acontecem e ver exatamente como corrigi-los.
Por que brasileiros erram justamente nessas coisas
Quando você aprende uma segunda língua, seu cérebro não começa do zero. Ele usa o que já sabe: a estrutura do português, os sons do português, as palavras do português. Isso se chama transferência, e é o motivo de brasileiros de regiões diferentes, idades diferentes e níveis diferentes cometerem, quase sempre, a mesma lista de erros.
Não é falta de estudo. Um aluno brasileiro de nível intermediário pode ler um artigo inteiro em inglês sem dificuldade e ainda assim dizer I have 30 years, porque em português a idade é algo que a gente "tem". O problema não é vocabulário: é o molde da frase.
A boa notícia é que essa lista é curta e previsível. São mais ou menos vinte pontos que respondem pela maior parte dos erros. Quando você ataca esses pontos de propósito, seu inglês muda rápido — e, principalmente, você para de soar como alguém que está traduzindo mentalmente.
Esta página é para você que já entende bastante inglês, consegue ler, assistir a séries com legenda em inglês, mas trava na hora de falar ou recebe correções repetidas nos mesmos pontos. Serve tanto para quem estuda por conta própria quanto para quem faz aula e quer saber onde focar.
Oito erros de gramática que vêm direto do português
1. Idade: você não "tem" anos em inglês
✗ I have 30 years. → ✓ I am 30 years old.
Em português dizemos "tenho 30 anos", com o verbo ter. Em inglês, idade é uma característica, então usa-se o verbo to be: I am 30, She is seven, How old are you?. Você pode dizer só I'm 30 — years old é opcional. O mesmo raciocínio vale para outras expressões com "estar": ✗ I have hungry → ✓ I am hungry, ✗ I have cold → ✓ I am cold.
2. Sujeito escondido: em inglês, alguém sempre tem que estar ali
✗ Is raining a lot today. → ✓ It is raining a lot today.
O português é uma língua de sujeito nulo: "Está chovendo", "É importante estudar", "Faz frio". A terminação do verbo já diz quem é o sujeito, então a gente simplesmente não fala. O inglês não permite isso. Toda frase precisa de sujeito, mesmo que seja um sujeito vazio como it ou there.
✗ Is important to practice every day. → ✓ It is important to practice every day.
Repare que esse it não significa "isso". Ele existe só para ocupar o lugar do sujeito. Se você tiver dúvida, pergunte a si mesmo: "quem ou o quê está fazendo isso?". Se a resposta for "ninguém em particular", provavelmente é it.
3. "Tem muita gente aqui" não é have, é there is / there are
✗ Have many people here. → ✓ There are many people here.
Esse é talvez o erro mais brasileiro de todos. Em português, o "tem" existencial ("tem um problema", "tinha muita fila") faz o trabalho que em inglês cabe a there is e there are. Em inglês, have nunca indica que algo existe em um lugar: ele fala de posse (I have a car) ou de ações como have lunch, mas não substitui o "tem" de existência.
✗ In my city have a big park. → ✓ In my city there is a big park.
Fixe o par: singular there is / there was, plural there are / there were. E lembre-se de que a concordância segue o que vem depois: There is a problem, There are two problems.
4. Preposições traduzidas ao pé da letra
✗ It depends of you. → ✓ It depends on you.
✗ She is married with a doctor. → ✓ She is married to a doctor.
Preposição quase nunca se traduz palavra por palavra. "Depende de" pede on; "casado com" pede to. Outros casos frequentes: ✓ I'm waiting for you está certo, mas ✗ I'm listening the music não — o correto é ✓ I'm listening to the music. E ✗ arrive in home vira ✓ arrive home.
A saída prática é guardar a preposição junto com o verbo, como se fossem uma palavra só: depend on, married to, listen to, wait for, belong to. Nunca decore o verbo sozinho.
5. Explain me e say me
✗ Can you explain me this? → ✓ Can you explain this to me?
✗ He said me the truth. → ✓ He told me the truth.
Em português, "me explica isso" e "me diz a verdade" funcionam com o pronome colado no verbo. Em inglês, alguns verbos exigem a preposição to antes da pessoa: explain to me, describe to me, suggest to me. Outros não aceitam a pessoa logo depois, e aí você troca o verbo: say vira tell quando você menciona quem ouviu. Compare: He said that it was late / He told me that it was late.
6. Present perfect usado como passado simples
✗ I have gone to Paris last year. → ✓ I went to Paris last year.
Aqui o problema é o oposto do que muita gente pensa: o brasileiro não erra por evitar o present perfect, e sim por usá-lo com marcador de tempo terminado. Se a frase tem last year, yesterday, in 2019, two days ago, o tempo é passado simples, sem exceção.
O present perfect serve para experiências sem data (I have been to Paris = já estive lá em algum momento) ou para algo que começou no passado e continua (I have lived here for five years). Nosso "pretérito perfeito composto" ("tenho ido à academia") não corresponde ao present perfect, e é justamente essa semelhança falsa que confunde.
7. Since onde deveria ser for
✗ I work here since three years. → ✓ I have worked here for three years.
Em português usamos "há" e "desde" de forma bem flexível: "trabalho aqui há três anos", "desde 2020". Em inglês a divisão é rígida: for + duração (for three years, for two weeks, for a long time) e since + ponto de partida (since 2020, since March, since I was a child).
E note o outro detalhe da correção acima: como a ação continua até hoje, o verbo vai para o present perfect, não para o presente simples.
8. Concordância e artigos generalizantes
✗ People is very friendly here. → ✓ People are very friendly here.
People é plural em inglês, embora "gente" seja singular em português. O mesmo vale para police (The police are coming). Já palavras que parecem plurais, como news e information, são singulares e incontáveis: ✓ The news is bad, ✗ informations → ✓ information.
✗ The life is hard sometimes. → ✓ Life is hard sometimes.
Em português, usamos artigo definido para falar de coisas em geral: "a vida", "o amor", "os brasileiros gostam de futebol". Em inglês, generalizações vão sem artigo: Life is hard, Love is complicated, Brazilians like football, Coffee is expensive now. Coloque o the apenas quando estiver falando de algo específico: The life of a musician is hard.
Quer testar se esses pontos já estão automáticos? Faça alguns exercícios de gramática focados em vez de reler explicações.
Seis sons que entregam o sotaque brasileiro
1. A vogal "i" que aparece no fim das palavras
hot dog, Facebook, big, club, help
O português brasileiro quase não tem sílaba terminada em consoante como /g/, /k/, /p/, /b/, /t/, /d/. Nosso reflexo é resolver isso colocando uma vogal depois: "hot dogui", "Facebooki", "bigui". Em inglês, essa vogal extra cria uma sílaba que não existe e muda completamente o ritmo da palavra.
Dica de boca: pronuncie a consoante final e pare. Feche o som cortando o ar com a língua ou os lábios, sem soltar a voz depois. Treine dizendo big e segurando o dedo na frente da boca: você deve sentir um sopro curtinho, não um "i".
2. O TH de think e de this
think / sink · thin / tin · they / day · breathe / breed
O português não tem esse som, então trocamos por /t/, /f/ ou /d/: "tink", "fink", "dis". São dois THs: o surdo de think, thanks, month, e o sonoro de this, that, mother.
Dica de boca: ponha a ponta da língua encostando de leve na borda dos dentes de cima e sopre. Para o TH sonoro, faça o mesmo, mas com a voz ligada — você deve sentir vibração na garganta. Exagere no começo: é melhor uma língua visível demais do que um "d" disfarçado.
3. O R inicial que vira H
red, rain, right, run, road
No português brasileiro, o "r" no início da palavra ("rato", "rua") é um som de garganta, parecido com o H inglês. Por isso red acaba soando como head e rice como hice.
Dica de boca: o R do inglês é feito na frente da boca, não na garganta. Arredonde os lábios como se fosse dizer "u", recue a língua sem encostar em nada e deixe o som sair abafado. Um truque útil: comece dizendo "u" e deslize para a palavra — "u-red", "u-rain" — até conseguir tirar o "u".
4. Vogais curtas e longas: ship e sheep
ship / sheep · live / leave · bit / beat · full / fool
O português tem um "i" só. O inglês tem dois sons diferentes, e a diferença não é só de duração: em ship, a boca fica mais relaxada e a língua um pouco mais baixa; em sheep, a boca se espicha num sorriso e a língua sobe à frente.
Dica de boca: para o som de sheep, sorria e alongue. Para o som de ship, relaxe os cantos da boca e encurte. Treine em pares: I live here / I leave here — repita até ouvir a diferença sem olhar a escrita.
5. O -ed que não é sílaba
liked, worked, played, wanted
Como o português não fecha sílabas desse jeito, tendemos a dizer "lai-ked", "uor-ked". Na verdade, o -ed só vira sílaba extra quando o verbo termina em /t/ ou /d/: wanted, needed, decided.
Dica de boca: nos demais casos, o -ed é só um /t/ ou /d/ colado no fim: liked = "laikt", worked = "uôrkt", played = "pleid". Treine dizendo a palavra sem o -ed e depois acrescentando apenas o barulho final, sem abrir a boca de novo.
6. O L final que vira "u"
football, people, hotel, cold, milk
No português, o "l" no fim da sílaba virou vogal: falamos "Brasiu", "faciu". Levamos isso para o inglês e dizemos "footbou", "peopou", "hoteu".
Dica de boca: encoste a ponta da língua atrás dos dentes de cima e mantenha ali até o fim do som. Sinta o contato. Se sua língua não tocar em nada, você acabou de dizer "u". Treine devagar: fu-t-baL, segurando o L por um segundo antes de soltar.
Falsos cognatos que derrubam brasileiros
Português e inglês compartilham milhares de palavras de origem latina, o que ajuda muito — até a semelhança enganar. Estas oito são as que mais causam mal-entendido real em conversas e e-mails de trabalho.
| Palavra em inglês | O que realmente significa | Com o que você confunde |
|---|---|---|
| pretend | fingir, fazer de conta | pretender (que é intend / plan to) |
| push | empurrar (na porta: empurre) | puxar (que é pull) |
| actually | na verdade, na realidade | atualmente (que é currently / nowadays) |
| exquisite | requintado, primoroso | esquisito (que é weird / strange) |
| college | faculdade, ensino superior | colégio (que é school / high school) |
| parents | pais (mãe e pai) | parentes (que é relatives) |
| fabric | tecido | fábrica (que é factory) |
| lunch | almoço | lanche (que é snack) |
Repare no potencial de confusão: dizer I pretend to work here next year em uma entrevista significa "eu finjo trabalhar aqui", não "pretendo". E Actually I live in São Paulo quer dizer "na verdade eu moro em São Paulo", não "atualmente". Se você quer dizer "atualmente", use currently.
Uma forma eficiente de fixar esses pares é sempre aprender os dois lados juntos: pretend e intend, push e pull, parents e relatives. Se quiser medir quantos você já domina, vale fazer um teste de vocabulário.
Hábitos de fala: traduções literais e o medo de errar
Além de gramática e som, existe uma terceira camada: as combinações de palavras. Cada língua tem suas parcerias fixas, e traduzir as do português gera frases que estão gramaticalmente corretas, mas que ninguém diz.
Verbos que não combinam com o mesmo substantivo
✗ Can I make a question? → ✓ Can I ask a question?
"Fazer uma pergunta" vira ask a question. Do mesmo jeito, "fazer uma festa" é throw a party ou have a party, e "fazer uma prova" é take a test. O verbo make não cobre tudo o que nosso "fazer" cobre — e boa parte do que a gente "faz" em português, em inglês se toma, se pega ou se dá: take a shower, take a decision (ou make a decision), give a speech.
"Ficar" não tem tradução única
✗ I stayed sad when I heard the news. → ✓ I got sad when I heard the news.
"Ficar" é um dos verbos mais versáteis do português e um dos mais traiçoeiros na tradução. Para mudança de estado, use get ou become: I got tired, She got angry, He became famous. Para permanência num lugar, aí sim stay: I stayed home. E "fiquei feliz por você" fica bem como I was happy for you.
Preposição a mais depois do verbo
✗ We discussed about the budget. → ✓ We discussed the budget.
Alguns verbos ingleses já trazem a ideia da preposição embutida. Discuss, enter, answer e call não pedem preposição: ✓ enter the room, ✓ answer the question, ✓ call me. É o contrário do que acontece com depend on e listen to, por isso vale a pena anotar o verbo junto com a estrutura que ele exige.
Formalidade: nem tudo precisa de please
Em português, suavizamos pedidos com o diminutivo, com o gerúndio e com o tom de voz ("você pode me mandar um arquivinho?"). O inglês faz isso com a estrutura da frase, não com o sufixo. Can you send me the file? soa neutro; Could you send me the file when you have a moment? soa mais delicado. Em e-mails de trabalho, I was wondering if you could… e Would it be possible to… resolvem quase tudo.
Por outro lado, evite empilhar cortesia. Please, I would like to kindly request… não é mais educado, só mais pesado. Uma frase direta e curta com could é suficiente.
O travamento na hora de falar
Muitos brasileiros entendem bem, leem bem, escrevem razoavelmente — e travam ao abrir a boca. A causa costuma ser o medo de construir a frase errada. O resultado é que você monta a frase inteira na cabeça, em português, traduz mentalmente, e quando termina, a conversa já andou.
Duas estratégias ajudam de verdade:
- Comece pela frase curta. Em vez de planejar I was thinking that maybe we could consider…, diga I have an idea. e continue. Frases curtas encadeadas soam naturais e reduzem o risco de travar no meio.
- Tenha muletas prontas. Let me think for a second. / How do I say this? / What I mean is… Essas expressões compram tempo em inglês, sem silêncio e sem voltar para o português.
E aceite uma coisa: erro de gramática raramente impede a comunicação. Pronúncia e hesitação atrapalham muito mais. Falar com imperfeição e fluidez é mais útil do que falar perfeito e devagar.
Plano de 4 semanas, 10 a 20 minutos por dia
Este plano ataca exatamente os pontos deste guia. A regra é simples: pouco tempo, todos os dias, sempre produzindo alguma coisa — escrita ou falada. Só ler explicação não corrige nada.
Semana 1 — Estrutura da frase
- Dias 1-2: escreva 10 frases com there is / there are descrevendo o lugar onde você mora e trabalha. Proíba-se de usar have nessas frases.
- Dias 3-4: 10 frases com sujeito it: clima, horário, opinião (It's important to…, It takes 20 minutes…).
- Dia 5: fale sua idade, a de três familiares e três amigos em voz alta, com is. Grave e ouça.
- Dias 6-7: escreva um parágrafo de 6 a 8 linhas sobre a sua semana e revise caçando três coisas: sujeito faltando, have no lugar de there is, artigo sobrando em generalizações.
Semana 2 — Tempos verbais e preposições
- Dias 1-2: liste 10 acontecimentos da sua vida com data (in 2018, last month) e escreva todos em passado simples. Nenhum have permitido.
- Dias 3-4: agora escreva 10 frases de experiência sem data com present perfect (I have never…, I have already…).
- Dia 5: treine for e since: 8 frases sobre há quanto tempo você faz cada coisa da sua rotina.
- Dias 6-7: monte uma lista pessoal de 15 verbos com preposição (depend on, married to, listen to, wait for, ask for) e use cinco deles em frases sobre você a cada dia. Complemente com exercícios de gramática.
Semana 3 — Pronúncia
- Dia 1: TH. Leia em voz alta 20 palavras com TH surdo e sonoro, olhando no espelho para ver a língua.
- Dia 2: consoante final sem "i". Repita 15 palavras terminadas em consoante e grave para conferir.
- Dia 3: R inicial, com o truque do "u" antes da palavra.
- Dia 4: pares mínimos ship/sheep, live/leave, bit/beat. Dez repetições de cada par.
- Dia 5: -ed. Separe 15 verbos regulares em dois grupos: os que ganham sílaba e os que não ganham.
- Dia 6: L final. Leia 15 palavras segurando a língua atrás dos dentes.
- Dia 7: pegue um texto curto, leia em voz alta, grave e ouça caçando só esses seis pontos.
Semana 4 — Falar sem travar
- Dias 1-3: responda em voz alta, por dois minutos cada, a perguntas de rotina (trabalho, cidade, fim de semana). Use as perguntas da Parte 1 do IELTS Speaking como banco de temas, mesmo que você não vá fazer a prova.
- Dias 4-5: monólogo de dois minutos sobre um tema com cue cards, usando três muletas naturais (Let me think…, What I mean is…).
- Dia 6: simule uma situação profissional — apresentação pessoal, explicação do seu trabalho. Se for o seu objetivo, veja o material de entrevista de emprego em inglês.
- Dia 7: revisão. Refaça o parágrafo escrito no dia 7 da semana 1 e compare. É aqui que você enxerga o progresso.
No fim das quatro semanas, vale medir onde você está com um teste de nível e repetir o ciclo focando no que ainda escapa.
Como o TalkSmart ajuda nesses pontos
O TalkSmart é um aplicativo de inglês com IA: existe um app para iOS e um app web em app.talksmartapp.com. Os módulos são gramática, jogo de vocabulário, leitura, escrita, listening e conversa com um parceiro de IA.
A interface e as explicações de gramática estão em português — o app está disponível em 14 idiomas, incluindo o nosso. Isso importa para os erros deste guia: entender por que there is substitui o "tem" é mais rápido quando a explicação chega na sua língua.
O feedback de escrita explica seus erros em português, enquanto as frases corrigidas permanecem em inglês. É o recurso mais direto para os pontos das semanas 1 e 2 do plano: você escreve seu parágrafo, recebe a correção e lê em português o motivo de I have 30 years ou depends of estarem errados.
Na leitura, tocar em uma palavra mostra o significado em português, e você pode salvá-la numa lista pessoal de vocabulário — útil para os falsos cognatos desta página.
Testes de nível. No site há um teste gratuito de 18 questões de múltipla escolha (gramática e vocabulário), cerca de quatro minutos, sem cadastro, que estima o nível de A1 a C2. São seis faixas com 3 questões cada: uma faixa conta quando você acerta pelo menos duas das três, e as faixas abaixo também contam. Ele não mede fala, escuta nem escrita. Já o app web tem um teste de nivelamento adaptativo, com áudio e textos de leitura, e mostra o resultado habilidade por habilidade; esse exige uma conta gratuita.
O que está no app web (conta gratuita): gramática, jogo de vocabulário, leitura, escrita e listening. No plano gratuito há limites diários: 3 artigos novos de leitura, 1 correção de escrita por dia e 1 episódio de listening por dia.
O que é exclusivo do iOS: a prática de fala. No app para iPhone há três parceiros de conversa com IA e estilos diferentes — Mia (amigável), Victor (profissional) e Leo (bem-humorado). Também no app estão a simulação de entrevista de emprego, com um entrevistador de IA que faz perguntas da sua área com perguntas de acompanhamento e gera um relatório sobre conteúdo, desempenho e linguagem (o banco tem 10 áreas × 8 perguntas, total de 80: software, negócios, engenharia, saúde, hotelaria, aviação, finanças, acadêmico, atendimento e geral), e a prática de IELTS Speaking com feedback em formato de banda. Esses dois recursos são do plano Pro.
Planos e pagamento: há os níveis Free, Starter e Pro, e o pagamento acontece somente pela App Store — não há pagamento pelo site. O TalkSmart não é uma instituição examinadora oficial e não emite certificados.
Perguntas frequentes
Qual é o erro mais comum de brasileiros no inglês?
Os dois campeões são usar have no lugar de there is / there are (porque nosso "tem" faz os dois trabalhos) e omitir o sujeito, como em Is raining em vez de It is raining. Os dois vêm da mesma raiz: o português permite frases sem sujeito explícito e usa "ter" de forma muito mais ampla que o inglês.
Como eu paro de colocar "i" no fim das palavras em inglês?
Pratique consoantes finais isoladamente: diga big, club, Facebook e pare de soltar a voz imediatamente após a consoante. Gravar a si mesmo é essencial, porque a vogal extra é automática e você quase não a ouve enquanto fala. Faça blocos curtos, de dois a três minutos por dia, durante uma semana.
Preciso pagar para usar o TalkSmart?
Não. Há um plano gratuito com acesso a gramática, jogo de vocabulário, leitura, escrita e listening no app web, com limites diários (3 artigos de leitura, 1 correção de escrita e 1 episódio de listening por dia). Os planos Starter e Pro são pagos, e a cobrança acontece apenas pela App Store.
O teste de nível do site mede meu inglês completo?
Não. O teste do site tem 18 questões de múltipla escolha de gramática e vocabulário, leva cerca de quatro minutos e estima um nível de A1 a C2 — mas ele não avalia fala, escuta nem escrita. Para um retrato habilidade por habilidade, use o teste de nivelamento adaptativo do app web, que inclui áudio e leitura e pede uma conta gratuita.
Vale a pena estudar present perfect antes de resolver a pronúncia?
Os dois podem andar juntos, e é o que o plano de 4 semanas propõe: estrutura e tempos verbais nas duas primeiras semanas, pronúncia na terceira, fala na quarta. Se você precisa escolher por causa do tempo, priorize pronúncia quando seu objetivo for conversa, porque sons trocados atrapalham a compreensão mais do que um tempo verbal errado.
Quer praticar isso em voz alta?
O TalkSmart oferece um examinador de IA ao vivo — com cue cards, cronômetro e pontuações de Band incluídos.